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sexta-feira, 3 de maio de 2013

AMOR E BISSEXUALIDADE



        A finalidade do amor não é a procriação. Uma mulher pode ter muita tesão pelo marido e com ele chegar a múltiplos orgasmos, mas ao mesmo tempo ter um profundo sentimento de amor por uma amiga. O amor é algo muito especial e profundo, devendo sempre ser respeitado e compreendido.
          O fenômeno erótico é antecessor da sexualidade. Ele é fruto da origem da vida que teve sua primeira forma unicelular. A sexualização é apenas uma das formas de dualização da vida. A união sexual é uma das maneiras de compensar a dualidade e de reconstituir a unidade. Esta análise nos leva a perceber que o amor não se confunde com a sexualidade nem com o instinto de procriação.  A atração dos sexos opostos é apenas uma das modalidades de algo bem mais amplo, uma forma de se liberar de toda a diferenciação, particularização e fragmentação, para reconstituir uma indistinção perdida ao longo de bilhões de anos. 
           Freud em sua última definição do ato sexual disse: " Uma agressão que busca a união mais íntima". Ele já considerava a bissexualidade como algo natural do homem quando disse: "Habituo-me a considerar todo ato sexual como um acontecimento envolvendo quatro pessoas". Também Jung identifica no psiquismo humano uma tendência a reconstruir um estado de coexistência do masculino e do feminino. Ambos apontavam o tema da bissexualidade como algo de caráter científico. De forma que temos de pensar na bissexualidade pela perspectiva evolucionista. O homem se sente incompleto e busca no oposto sua forma original. Este é, portanto, um instinto físico e não amoroso. A sexualidade é separação e união,antagonismo e atração. Aí está todo o mistério da atração dos opostos. 
          Para compreendermos melhor a bissexualidade devemos, necessariamente, voltar às primeira fases da vida embrionária. O embrião conhece a princípio um estado de indiferenciação sexual com um único órgão que lembra o ovotéstis. Ao assumir o sexo masculino ou feminino, este órgão desenvolve a parte  central chamada medular ou sua zona periférica chamada cortical. A direção dada a esta diferenciação é feita sob controle dos hormônios. Durante todo o seu crescimento, o embrião desenvolve uns e não os outros, resultando nas formas sexuais masculina ou femininas. Entretanto, mesmo ao final de sua formação e definição sexual, ficam as atrofias dos órgãos do sexo sacrificado. Esta admirável metamorfose do aparelho genital pouco-a-pouco se sexualiza desenvolvendo no homem uma espécie de botão (pênis) e na mulher um orifício (vagina). Assim podemos dizer que a mulher é o prolongamento do homem e vice-versa. 
           A teoria dos hormônios dá uma base científica á hipótese de uma bissexualidade permanente, embora flutuante, da espécie humana. As secreções que asseguram a sexualização do embrião são as mesmas que determinam a do adulto.  Todo o indivíduo segrega ao mesmo tempo hormônios masculinos e femininos. O que se pode dizer é que os machos produzem mais andrógenos do que estrógenos, mas esta proporção está sujeita a variações. Além disso, a estrutura química dos hormônios é suscetível a mudanças. Mesmo no indivíduo adulto, os hormônios apresentam uma certa flutuação entre os sexos. É esta função reguladora dos hormônios que gera uma potencialidade sexual dupla e comprova, de maneira evidente, a bissexualidade do homem. Sabemos que os hormônios não apenas controlam o desenvolvimento e o comportamento fisiológico dos sexos, como também o comportamento psicológico. O psiquismo humano depende intimamente do equilíbrio hormonal. Uma simples injeção de hormônios femininos desenvolve glândulas mamárias e amor materno no homem. 
            Quando falamos da união entre homem e mulher nos vem logo a ideia de procriação, mas na maioria dos casos ela é evitada utilizando-se dos mais diversos meios contraceptivos hoje existentes. São incontáveis os casais que se unem sem o objetivo de fecundação. Seria um grave erro considerar estas uniões como desprovidas de sentido. Existem casos - excepcionais - em que elas significam uma verdadeira fecundação espiritual que, neste caso, substitui plenamente a outra. Para compreender  e interpretar essas uniões devemos recorrer ao esquema biológico, a partir do esquema celular. Os hormônios são uma prova de que a união se realiza em níveis diferentes. Esta escala comporta virtualidades infinitas que vão desde a simples fecundação ovular à fecundação do coração, da imaginação e das fantasias da mente. Do cego apetite sexual à consciência da união edificante pelo amor. 
             A descoberta dos hormônios justifica a interpretação do amor sexual. estas secreções sustentam a hipótese de uma continuidade entre o físico e o moral, mas também entre o corpo e a alma, a matéria e o espírito. 
             A representação do sexo como resultado de um simples conflito entre campos de força masculina e feminina é a mesma da bipolaridade que, de certa forma, consiste na dualização de nossa natureza. 
            O amor é um fenômeno da indução e do magnetismo. Tanto o sexo como o amor não perdem seu mistério pelo fato de o analisarmos sob os olhos da química e da biologia; ao contrário, nos leva a meditar sobre a verdadeira noção deste mistério. O tabu das religiões tradicionais está, aos poucos, sendo substituído pela ideia do mistério que pode ser aproximado. A evolução procede às custas de um certo romantismo e a ciência procura seguir o caminho mais exemplar para explicar o sexo e o amor, tendo consciência de que muito ainda é inexplicável.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A ARTE DO BEIJO


     
                  O beijo é o primeiro dos maravilhosos contatos íntimos entre parceiros do amor. É a partida para a descoberta da sensibilidade e da sensualidade recíproca. 
                  Antes de iniciar seus beijos certifique-se da perfeita higiene de sua boca. A primeira impressão é que fica para sempre na memória e uma boca com mau hálito será inesquecível.
                  Acomode os seus lábios contra os lábios dela, sem pressão. Isto manterá seus dentes cobertos e evitará qualquer contato inicial mais duro, o que poderia incomodá-la.        Comece com pequenos beijinhos, sem pressa, de forma a prepará-la para um beijo mais ardente. 
                 Sentindo sua aceitação, toque com a língua a parte interna dos lábios dela, percorrendo-a, mas nesta fase não penetre além dos dentes. 
                 Comece a levantar sua temperatura sexual com beijos sensíveis, perscrutadores, e então proceda mais arrojadamente quando notar que ela está gostando de seus beijos. 
                 Deixe a língua escorregar entre os dentes dela, até tocar sua língua. Em seguida retire e observe se ela o imita. 
                 Repita esta tática até ela seguir sua língua tão rapidamente quanto você a insere e retira. 
                 Ocasionalmente, mordique (não morda) seu lábio interior, sugando-o suavemente. Varie de área. Beije seus lóbulos da orelha... seus olhos... seu pescoço, especialmente a área entre a orelha e o pescoço, onde se encontra a linha do queixo. 
                 Conserve a língua estreita e pontiaguda, e não larga e flácida. Normalmente a língua de um homem é maior que a de uma mulher e enche-la totalmente a boca pode causar um sentimento de pânico. 
                 Esteja sempre atento a qualquer retribuição ou rejeição em relação a seus ardentes beijos. Caso sinta dúvida, abstenha-se de penetrar muito profundamente em sua boca. Recomece lentamente até sentir que ela está aceitando e apreciando a ação de sua língua uma vez mais.
                 A arte de beijar requer alguns cuidados indispensáveis: 
      a/ Mantenha a serenidade. Para mostrar seu ardor não há necessidade de esmagar os lábios da mulher contra os dentes dela. 
      b/ Não a sufoque quando a estiver beijando.
      c/ Não tente nunca enfiar a língua em sua garganta. Em vez de excitá-la poderá provocar rejeição ao seu impulso. 
      d/ Não lhe morda os lábios, pois pode feri-los. Pequenas e suaves mordidelas são aceitáveis e provocam excitação, mas não exagere. 
      e/ Não lhe dê um beijo seco e sem pressão, como um selinho. Tudo tem sua hora. A boca deve estar úmida e totalmente limpa. 
      f/ Não beije com a boca escancarada, abarcando por completo os lábios dela. 
      g/ Não beba quando a estiver beijando. Isto é anti-higiênico e totalmente desagradável para ambos. 
      h/ Não dê um beijo tão longo que a impeça de respirar. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

ASSUMINDO A PRÓPRIA SEXUALIDADE



                 Já vai longe o tempo em que as pessoas, principalmente os jovens, reprimiam a sua vontade de novas experiências sexuais. Hoje existe muita abertura para as mais diversas formas de experiência, inclusive a homossexual. Essa abertura para experimentações tornou-se um traço marcante do comportamento jovem, tanto na questão heterossexual como homossexual. São transformações  bem visíveis, principalmente entre as garotas na faixa de 13 a 17 anos. Elas já não sentem inibição para testar, por exemplo, o beijo sensual entre amigas.  Vale observar que essa atitude não significa que sejam ou venham a ser necessariamente lésbicas. Na verdade elas encaram o fato como uma forma de demonstrar liberdade e ausência de preconceito. Os jovens de hoje não tem a menor dificuldade em assumir o hábito de "ficar" com diversas pessoas durante uma balada, coisa que seria inaceitável há alguns anos.  mesmo aqueles que não participam dessa forma de diversão, não se incomodam com a visão de pessoas do mesmo sexo se beijando. 
               Uma pesquisa recente, feita pelo DATAGLS com mais de 10 mil homossexuais brasileiros, mostrou que eles estão se assumindo mais cedo. O censo indicou que 73% dos gays entrevistados se assumiram antes dos 24 anos de idade. O estudo apresenta ainda os surpreendentes números dos Estados Unidos que demonstram que a idade média em que as pessoas se dão conta de desejos homossexuais (ou os assumem para si mesmos) caiu nas últimas décadas. Na década de 60 ela era de 14 anos para os meninos e 17 para as meninas. Já nos anos 90 passou a ser de apenas 10 anos para os meninos e 12 para as meninas. 
                Os adolescentes de hoje não se sentem embaraçados pela ambiguidade sexual. O habitual uso de categorias para separar, isolar ou discriminar a sexualidade está diminuindo de maneira acelerada.  Para muitos, ser rotulado de gay não tem muita importância. Cada vez mais, os adolescentes se redefinem e reinterpretam sua sexualidade de tal forma que possuir uma identidade gay, lésbica ou bissexual praticamente não tem nenhum significado. Estamos diante de uma nova visão naturalizada da sexualidade humana. 
         As mudanças em direção a uma maior aceitação da diversidade sexual estão em andamento e não há volta. As atitudes negativas em relação à homossexualidade ainda terão eco por muito tempo, mas são contrabalanceadas pela percepção de que é cada vez mais custoso manter em pé velhas barreiras. Constatar e compreender não equivale a incentivar novas opções sexuais, mas não se pode , de forma alguma, ignorar que esta mudança veio para ficar. 

O SONHO DE SER MULHER


                A identidade diz que ela nasceu homem, mas o coração só reconhece a mulher que existe naquele belo corpo feminino.
"A anatomia dita o destino". Esta frase de Freud é uma verdade incontestável. Com ela o velho mestre queria nos explicar que todos nós, homens e mulheres, somos dependentes de nossa fisiologia; que tendencias e propensões inatas tinham efeito sobre nosso comportamento e que essas propriedades eram diferentes em cada um dos sexos. 
                 Já na puberdade afloram os traços femininos e ela passa a se identificar intimamente como menina. É um momento muito difícil, tanto para ela como para os pais. A mãe, a princípio pode não aceitar, mas acaba sendo vencida pelo amor maternal e o sentimento feminino que nunca lhe negara a realidade. O pai, com raras exceções, não aceita prefere ignorá-la ou até mesmo considerá-la como um filho que morreu.
                  O tempo passa e aquela menina se torna uma bela mulher. A identidade não mudou, mas é hora de enfrentar a vida como ela é.  
                 Os primeiros constrangimentos começam na pré escola. Os colegas a olham com desconfiança e quando o estudo é sobre biologia - especialmente na questão da sexualidade - tudo fica extremamente difícil. Muitas nem conseguem  assistir a aula e fogem assustadas para casa. 
                   Ela sabe que é diferente, mas não entende o motivo. Para ela seu sexo parece uma aberração. Não consegue entender porque uma mulher pode possuir pênis. Mas é chegado o momento de decisão que determinará seu futuro. 
                     Quando os pais não toleram, a filha acaba fugindo para as ruas e aí começa o grande sofrimento. Sem um teto para abrigo e uma mesa farta, o que lhe resta é viver como mendiga, cobrindo-se com jornais, papelões e catando alimento nas lixeiras em frente as lanchonetes.  Na hora da higiene, sente falta do chuveiro quentinho de casa que é substituído pelo chafariz da praça ou alguma bica disponível.  Voltar aos estudos é um sonho muito distante. O próximo passo é a prostituição e as drogas. 
                   Mas existe também as meninas transexuais nascidas em famílias abastadas e liberais, cujos pais tem formação suficiente para entender o problema hormonal da filha e lhe dão todo o apoio. Essas meninas, mesmo sendo portadores de um pênis, crescem lindas e estudam normalmente com suas colegas de classe até chegar á faculdade. O segredo é só seu, vive seu enigma sexual e todas imaginam que trata-se de uma menina ainda virgem, que de certa forma é verdade. Da faculdade  saem formadas arquitetas, médicas, advogadas, professoras, artistas, etc.  Muitas, com o apoio da família, já fizeram a operação para mudança de sexo, mas a identidade continua sendo a grande barreira a ser vencida. 
                     Na idade adulta, além das dificuldades para vencer numa profissão digna, a mulher que nasceu homem enfrenta uma luta ainda maior: provar que é mulher e mudar a identidade (RG). A justiça é o símbolo de lentidão que todos conhecem. É preciso não esmorecer, afinal esta é talvez a última barreira a enfrentar  para ser plenamente feliz e realizada. 
                    Na questão amorosa tudo pode acontecer. Os homens, na sua grande maioria, nem sob tortura algum dia confessarão, mas gostariam de sair com um travesti ou transexual. E não é raro acontecer que se apaixonem perdidamente; aí começa um outro drama: como sair do armário. 
                   Mas a menina que nasceu menino quer ser mulher e ser tratada como tal. Ela é do "sexo frágil" e tem os mesmos sonhos de toda a menina: algum dia casar vestida de véu e grinalda, mesmo que não seja numa igreja, com um príncipe que vai lhe proteger pelo resto da vida.
                     Os estudos sobre o papel dos hormônios do sexo indicam que eles não apenas determinam a diferenciação dos órgãos sexuais (masculino ou feminino), mas também programam o cérebro durante o desenvolvimento do feto, para que no futuro ser venha demonstrar um comportamento masculino ou feminino, independente da formação do seu órgão sexual.
                     Os principais hormônios do sexo são segregados nos testículos do homem (testosterona) ou nos ovários da mulher (progesterona e estrógeno).  As glândulas suprarrenais também segregam hormônios do sexo, inclusive pequenas quantidades de testosterona e androsterona - outro hormônio masculino- , bem como uma série de outros hormônios importantes como cortisol, cortisona e adrenalina.
                     Quanto mais os estudos avançam seus conhecimentos sobre as influências dos hormônios na vida, mais claro fica sua complexidade.
                    A verdade é que ambos os sexos produzem também hormônios do sexo oposto. Assim como o poderoso "beta-estradiol 17" -hormônio tipicamente feminino - pode ser encontrado na corrente sanguínea dos homens, também a testosterona - hormônio tipicamente feminino - pode ser encontrado na corrente sanguínea das mulheres. O que determina o comportamento de homem não é a ausência de estrógeno, mas sim, o elevado nível de testosterona que anula os efeitos dos hormônios femininos. Da mesma forma o comportamento  tipicamente feminino é devido à prevalência de progesterona e estrógeno que anula a quantidade de testosterona presente naquele ser. 
                   Tanto nos homens como nas mulheres a testosterona que parece ser o hormônio que têm maior influência sobre o instinto sexual. Pode até parecer absurdo que seja um hormônio masculino o responsável pelo instinto sexual das mulheres, mas na verdade é que várias pesquisas levam a essa conclusão. 
                  Por muito tempo se pensou que o comportamento sexual tivesse razões meramente genética. Isto é, o macho agirá como macho porque é geneticamente macho. Os estudos dos hormônios indicam que não é bem por aí. 
                  A Importância dos hormônios do sexo não se limita ao período em que o ser atinge a puberdade. As pesquisas demonstram que os hormônios sexuais estão presentes no corpo desde o período de desenvolvimento pré-natal.  As quantidades nas quais eles aparecem no útero são fundamentais não apenas para a diferenciação do sexo - isto é, para produzir um menino ou menina - , mas também para a diferenciação dos tecidos do sistema nervoso que regulará o comportamento masculino ou feminino na vida adulta. São exatamente essas quantidades que, quando estão em desequilíbrio, irão produzir um homem com comportamento feminino ou uma mulher com comportamento masculino. Diante desse fato, fica claro que o comportamento sexual de cada um é herança hormonal que vem desde a concepção e desenvolvimento no útero da mãe.  Portanto nenhum pai ou mãe tem direito de discriminar, maltratar ou rejeitar o filho por essa razão. A criança que nasce bem feminina, mas com um pênis é a maior vítima do desequilíbrio hormonal e precisa de todo o apoio - dos pais e da sociedade - para superar as dificuldades e ser feliz. 
   O avanço da ciência neste campo traz consigo profundas mudanças na vida das pessoas. A química do sexo é muito poderosa e pode alterar a forma de vida, não apenas sexual, mas também social de qualquer um.   
É preciso esclarecer também que o desequilíbrio hormonal não diminui em nada a importância que cada um tem para a sociedade como um todo. 

O PRAZER SEXUAL ENTRE MULHERES


                Os homens tem uma verdadeira veneração quando falam do amor entre duas mulheres. Já quando se trata do amor entre dois homens se mostram cheios de preconceitos.
Na verdade os homens não vêem como um grande problema o sexo entre duas mulheres e isto, talvez seja  porque não existe um pênis envolvido. Muitos até gostariam de ver suas companheiras em plena relação com alguma amiga, mas não tem coragem de sugerir. 
                A observação do comportamento sexual de duas mulheres juntas pode ser o melhor guia para o homem que deseja agradar plenamente sua parceira. As mulheres sabem, por experiência própria, exatamente o que agrada às outras mulheres. Imitar esses carinhos é para os homens a fórmula infalível de sucesso sexual.
             Em geral o que elas gostam é de menos músculos e mais pela. Os truque ensinados pelas discípulas de "Safo" são, basicamente, carinhos feitos com os lábios, aos pés da parceira, à ponta dos seios, aos cabelos, ao interior das coxas e por aí vai. Com isso, qualquer mulher pode ser levada a um delicioso orgasmo sem penetração. Um corpo de mulher se ilumina de desejo ao toque das mãos, a um leve contato, a um roçar dos lábios. 
             Tudo é descoberta. Os seios, o ventre, a pele, o corpo todo.  Nesse suave processo, elas identificam todas as possibilidades de prazer. E começam a ingressar no que era apenas um doce e delicioso mistério. 
             Tímidas a princípio, as carícias vão-se tornando mais e mais íntimas e ousadas. Juntas, elas decifram seus próprios enigmas . Abandonam-se a novas sensações, mergulhando fundo na doce aventura dos sentidos. A respiração se acelera, o calor se espalha em ondas que vão do rosto afogueado ao sexo pulsante. 
               As barreiras foram vencidas e agora todo o prazer é permitido.  Tato, olfato, visão, paladar, enfim todos os sentidos ficam desenfreados e entregues à vibração dos corpos. A cama se torna uma ilha de prazer que as arrasta como uma onda irresistível. Os corpos sabem bem o que querem, sentem vontades que não conseguem definir. Só sabem que tem um intenso desejo e a busca pelo prazer faz crescer o encantamento. 
               Sussurradas ou gritadas, as palavras são ditas na hora da entrega total. Depois, um olhar de amor e cansaço com a pergunta silenciosa: aconteceu mesmo ou foi apenas um sonho? 
               A pesar da revolução sexual e o fim da censura, ainda existe muito preconceito e as pessoas continuam sofrendo de solidão erótica, de timidez e inibições.  Todos passamos quase a vida inteira desejando mais contatos com parceiros ou parceiras, tanto físicos quanto espirituais. O medo parece ser o maior obstáculo. Na imaginação povoam perguntas que nunca são ditas como: "se pelo menos eu pudesse dizer quanto realmente a amo"; "será que ela, sendo mulher como eu, entenderia meu desejo por ela?"
Derrotar o medo e buscar o diálogo sincero dirigido à satisfação mútua é fundamental. É preferível arrepender-se por uma cantada mal-respondida que por uma não dada. Talvez sua amiga também esteja pensando a mesmo coisa e com o mesmo medo de revelar seu sentimento. Portanto, não fique triste, indecisa e sozinha. Dê o primeiro passo. 

sábado, 9 de março de 2013

AMOR ENTRE MULHERES


       Os sexos contém muitos mistérios que ainda desconhecemos. São os detentores do segredo da vida, capazes de gerar um novo ser.  
       Durante milênios a vida transcorreu da mesma maneira para as mulheres: Retraídas guardadas, ignorantes sobre o seu próprio corpo e vivendo em função dos seus homens. 
       Desde a Grécia antiga, quando os homens refletiam sobre seu amor pelos belos rapazes de Atenas que o amor entre mulheres tem sido motivo de discussão e controvérsias. A homossexualidade feminina não é invenção da modernidade de nossos dias. Investigando a história podemos constatar que ela também remonta os idos da Grécia antiga.
       Uma das mais antigas referências ao lesbianismo vem do século VII a.C. com a lenda da poetisa Safo  que vivia na ilha grega de Lesbos cercada de belas ninfetas que entre si se satisfaziam sexualmente. Um Lesbos havia pouquíssimos homens que eram utilizados apenas para a procriação e preservação da espécie.  Também em Pompeia foram encontrados inúmeros afrescos, entre eles os famosos das Três Graças, que podem exemplificar muito bem a relação amorosa entre elas. 
     Podemos dizer que as mulheres realmente já se libertaram da maioria dos tabus, mas muitos homens permanecem presos à velhas posturas de relacionamento. Isso fica bem evidente quando percebemos que tem homem com muito medo de que sua mulher o traia com outra. 
A fantasia sexual tem poder ilimitado na mente humana. A bissexualidade é a alternativa que muitas mulheres tem para superar o atraso mental e machista dos seus parceiros. 
    A maioria das mulheres chamadas lésbicas transam ou já transaram com homens. Sua opção por outra mulher pode ser apenas por prazer, mas também pode ser por amor e o amor sempre deve ser respeitado. Uma mulher percebe imediatamente, pelo simples olhar, quando está sendo desejada por outra. Ela entende com mais facilidade o que a outra sente, sabe melhor do que a outra gosta, sente sua sexualidade mesmo fora da cama e isso deixa o homem em absoluta desvantagem.  Se uma mulher sente atração por outra e isso não vai prejudicar ninguém, não há razão para reprimi-la. O fato de uma mulher gostar de outra não a coloca, de maneira alguma, contra os homens. O que ela busca pode ser o prazer complementar de que precisa.
Não são poucas as noivas que deixam o futuro marido no altar e vão ser felizes nos braços de outra mulher. Outras ficam com seus homens por acomodação, por questões financeiras e pela falta de opção. Há casos em que mantém oficialmente o casamento e vão suprir suas carências de afeto e amor com amigas.
       A mulher moderna está a cada dia mais exigente. Quer carinho e orgasmo. Entretanto, muitos homens ainda vão para uma relação apenas para gozar e, terminado o ato saem correndo para o banheiro como se sentissem sujos. Isso causa uma enorme decepção para que espera muito mais. Afinal elas os recebem dentro do seu corpo onde eles deixam o produto do seu prazer.
    Muitos homens continuam tendo aquela ideia pre-concebida de que no relacionamento entre duas mulheres, sempre uma é sapatão, assumindo o papel de macho, e a outra é a gatinha manhosa e submissa. Existem casos assim, mas estão cada vez mais raros.  É bem verdade que muitas se apaixonam pela parceira e aí, por ciúme ou por medo da competição masculina, caem no erro de tentar fazer o papel de homem. Precisa entender que está ali justamente por ser mulher.